quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009


Confissão

A dor da culpa me consome, porque sou egoísta.
Jamais aceito que me ataquem sem que eu tenha feito isso primeiro.
Eu posso, você não!
Eu posso até mentir pra você, mas seria imperdoável se você mentisse pra mim.
Eu traio você com a maior naturalidade, sem que você saiba, questiono seus pensamentos com medo que você faça o mesmo, mas você não seria capaz, conhece minha natureza.
Não aceito que minhas atitudes inconseqüentes tenham afetado nossa relação, afinal, você nem sabe, nem imagina.
Se você descobrir um dia, eu irei negar, ou alegar algo parecido com carência, mas sempre tentarei fazer com que tudo pareça sua culpa. E vou fazer você se sentir mal, a ponto de esquecer de se zangar.
Eu quero muito que sejamos felizes, mas como poderíamos tão longe? Preciso de algo para sanar sua ausência, atitude que faz com que nossas conversas a distância se tornem cada vez mais vagas, tristes e vazias.
Não posso nos descrever somente como dor e engano, pois quando ouço esta música lembro de você cantando ela pra mim e não evito que as lágrimas caiam. Mas como te dizer isso? Como traduzir isso em um teclado? Como tirar a dor? Vou me abraçar? Imaginando que você está entre meus braços vazios?
Não poderia, mas eu faria, porém se tratando de você, eu simplesmente não consigo ser egoísta ou fazer alguma destas coisas.
Pode até haver uma dominadora, uma egoísta, uma mentirosa e fraca, mas quem lhe escreve é a parte de mim que grita e se guarda para o seu amor todos os dias até que venha.

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